Pirarucu
O pirarucu (Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de água doce do mundo, nativo da bacia Amazônica. Sua criação vem ganhando espaço na aquicultura brasileira devido ao seu rápido crescimento e alto valor comercial.
Características
O pirarucu pode atingir até 3 metros de comprimento e pesar mais de 200 kg. Possui respiração aérea obrigatória, ou seja, precisa subir à superfície para respirar ar atmosférico. Sua carne é muito apreciada, sendo considerada um dos peixes mais saborosos da região amazônica.
Cultivo
O cultivo de pirarucu vem se desenvolvendo em várias regiões do Brasil. A espécie apresenta crescimento acelerado, atingindo peso de abate entre 10 e 15 kg em cerca de 12 meses. É essencial manter a qualidade da água e oferecer alimentação adequada, com ração balanceada.
Os viveiros devem ter profundidade mínima de 1,5 m e área adequada para evitar superlotação. O manejo requer cuidados devido ao tamanho e força do peixe.
Alimentação
Na natureza, o pirarucu é carnívoro, alimentando-se de peixes e crustáceos. Em cativeiro, aceita ração extrusada com alto teor de proteína. A taxa de conversão alimentar é boa, o que torna sua criação economicamente viável.
Manejo e reprodução
O manejo do pirarucu exige atenção especial devido ao seu porte. A despesca deve ser planejada para evitar estresse e lesões nos animais. É importante também monitorar a qualidade da água, especialmente a concentração de oxigênio dissolvido, pois a espécie depende da respiração aérea. A reprodução em cativeiro ainda é desafiadora, mas tem evoluído com técnicas de indução hormonal e manutenção de matrizes em viveiros adequados.
Mercado
A carne do pirarucu é muito valorizada, principalmente na região Norte, onde é consumida fresca ou salgada. O preço atrativo torna a criação uma boa oportunidade de negócio para o produtor rural. O couro também é utilizado na fabricação de artefatos, agregando valor à atividade.